O Projeto Plantando esperança tem como objetivo desenvolver habilidades e competências que favoreçam a inclusão de jovens no mercado de trabalho. Possui carga horária de 48 horas distribuída em dois encontros a cada semana.
No dia 06 de abril aconteceu o Café com os Pais, no qual os pais dos adolescentes da turma 01/2017 do Projeto Plantando Esperança tinham como objetivo principal estreitar o relacionamento com seus filhos de acordo com a demanda apresentada pelos adolescentes nos atendimentos psicológicos.
Quando questionados sobre a rotina dos jovens adolescentes, eles falavam muitas vezes da dificuldade em conversar em casa, muitos passavam horas trancados em seus quartos mexendo no celular, jogando vídeo game. Alguns chegavam a trocar algumas palavras por celular em vez de fazerem isso olhando nos olhos dos familiares.
Esta onda de acontecimentos frente aos jogos virtuais não é um espanto, pois vimos que esta é a realidade de muitos adolescentes que querem atenção, mas não a possuem. Pais que precisam trabalhar o dia todo e muitas vezes quando chegam em casa exaustos, não conseguem dar atenção aos seus filhos.
Diante desta realidade levantamos com os pais como era o diálogo em casa, quando eles eram jovens e moravam com seus pais. A intenção foi resgatar os valores, fazer pensar nos dias atuais o que tentam ensinar para os filhos. Dizer de certa forma que eles podem conversar com seus filhos nas condições que possuem. Muitos pais também não conversam com os filhos, pois há um abismo entre eles e existe sentimento de vazio e impotência.
As psicólogas da Elo, Rejane, Jucele e Tatiane deram algumas dicas de como estes pais poderiam contribuir na educação dos filhos. O encontro foi finalizado pedindo para que os pais escrevessem uma carta para seus filhos, imaginando que nunca mais os veriam e foi pedido para que eles dissessem coisas que tinham vontade de falar, mas que não tinham coragem.
A carta foi entregue aos jovens no último encontro do Projeto Plantando Esperança e causou muita emoção. Neste encontro com os jovens foi indagado pela psicóloga qual era o sentimento de receber a carta dos pais, algo que há muito tempo as pessoas não fazem. Também foi trabalhada a rejeição daqueles que não receberam a carta.