Semana intensa de debates contra a corrupção

 29 de julho de 2016 -  0 Comentário

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Desviar milhões de reais dos cofres públicos ou se utilizar de um cargo público para benefício próprio é corrupção. Ficar com as moedas a mais que o cobrador do ônibus deu por engano no troco, também. Foram ideias como essas que os instrutores trabalharam junto com os aprendizes durante esta semana na Elo. Todas as turmas tiveram ao menos um dia de atividade exclusivamente sobre ‘Protagonismo e Medidas contra a Corrupção’, com base na campanha 10 Medidas contra Corrupção do Ministério Público Federal.

O objetivo era aproximar o conceito de combate à corrupção dos aprendizes, abordando as diferenças entre corrupção passiva e ativa, e a ideia de que este não é um problema somente da classe política, mas também das práticas sociais cotidianas.

O instrutor Krystian, que trabalhou em parceria com o instrutor Luiz Felipe com as turmas 153 e 161, salientou para os aprendizes que a possibilidade da corrupção está perto de todos. “Quando falamos em corrupção os aprendizes associam diretamente à Brasília e aos políticos, a algo distante, e nós conversamos sobre o fato de sermos todos corruptíveis, mesmo que não sejamos as pessoas que desviam dinheiro público”, explica.

Os instrutores também falaram sobre as consequências sociais da corrupção, o valor simbólico do dinheiro na sociedade e de representantes da luta contra a corrupção, além do juiz Sérgio Moro, como Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, e Herbert de Souza, o Betinho, sociólogo fundador do movimento Ação da Cidadania contra a Miséria e pela Vida, que pretendia tornar mais claro para a população o problema da fome e da miséria no Brasil.

Na turma do instrutor Aguinaldo, o objetivo também foi estimular o senso crítico dos aprendizes. Eles se reuniram em grupos para discutir como se posicionavam sobre as delações premiadas, corrupção ativa e sobre quais ações do dia a dia podem evitar a corrupção.

“Nós muitas vezes falamos em mudar as atitudes dos governantes, mas não adianta achar que a corrupção está somente neles. Existe uma cultura geral de querer tirar vantagem em tudo que nós mesmos temos que trabalhar para mudar entre nós”, comentou Milena Camile, de 17 anos, aprendiz na Stock Tech e na turma 162.

Para Beatriz Zanetti, aprendiz da turma 153, a atividade contribuiu para pensar num assunto que não é abertamente discutido. “Como foi uma conversa muito descontraída, ficou mais fácil para nós o contato com a discussão. Nós sabemos que corrupção não é só o que os políticos fazem, e a atividade ajudou a reforçar o que a gente já sabe mas acaba não discutindo”, explica.
Mariana Tesch, também aprendiz da turma 153 destacou a liberdade que os aprendizes tiveram durante a atividade. “Todo mundo pôde dar sua opinião, o que foi muito importante. Com isso, a gente percebeu que olhando para as nossas próprias atitudes nós podemos ajudar a melhorar o país”.

Atualmente, o Brasil está no 76º lugar no índice de Percepção da Corrupção feito pela ONG Transparência Internacional. No relatório, foram avaliados 167 países, classificados dos menos corruptos para os mais corruptos. Em 1º lugar, como país menos corrupto está a Dinamarca.

Na próxima semana lançaremos algumas das produções realizadas pelos aprendizes sobre o tema debatido nesta semana.

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